Nas curvas doces que a face delineia,
Um par de covas surge ao seu sorrir,
Do encanto leve que o amor semeia,
Faz-se o reflexo puro do existir.
São como lagos onde a luz repousa,
Espelhos de alegria e de ternura,
No riso, a alma inteira se desposa,
E em suas formas mora a paz mais pura.
Quem vê tal graça sente o peito arder,
Pois cada cova traz um universo,
De mistérios que o tempo quer deter.
E eu, que a olho, preso em verso imerso,
Encontro nas covinhas o viver,
Meu sonho doce em um sorriso inverso.
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