Nos doces campos do sentir profundo, Deslizam leves os prazeres da alma, Sorrisos brandos, paz que nos acalma, Tesouros raros neste vasto mundo. No vinho suave ou no amor fecundo, Nas cores do poente em luz que se espalma, Nos gestos simples, onde o bem se empalma, São deleites que tornam o viver fecundo. É o toque sutil de uma melodia, A dança da vida em breve emoção, Ou o calor de um afago que irradia. Na essência do tempo, em plena estação, Os deleites são flores que a alma cria, Semeando no peito eterna paixão.