Que mistérios nos cerca a cada instante,
Nas tramas que o destino tece ao léu?
Que força oculta, imensa, fascinante,
Nos prende à terra e aponta para o céu?
Por que a alegria é sombra tão fugaz,
E a dor, por vezes, grita mais que a vida?
Será o amor um porto ou chama audaz,
Que arde e apaga em busca de saída?
Por que os dias correm sem cessar,
Como um rio que não volta ao seu começo?
E o tempo, sábio, ensina sem falar?
Oh, vida! Tua essência é meu tropeço,
Mas, mesmo em meio à dúvida a pulsar,
Em teu mistério inteiro eu permaneço.
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