Avançar para o conteúdo principal

O espectador

 Que mistérios nos cerca a cada instante,

Nas tramas que o destino tece ao léu?

Que força oculta, imensa, fascinante,

Nos prende à terra e aponta para o céu?


Por que a alegria é sombra tão fugaz,

E a dor, por vezes, grita mais que a vida?

Será o amor um porto ou chama audaz,

Que arde e apaga em busca de saída?


Por que os dias correm sem cessar,

Como um rio que não volta ao seu começo?

E o tempo, sábio, ensina sem falar?


Oh, vida! Tua essência é meu tropeço,

Mas, mesmo em meio à dúvida a pulsar,

Em teu mistério inteiro eu permaneço.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sou Jovem

Sou um jovem a florescer de baixo para o alto Amando Jovens revoltos de horizontes mais largos Revigorando sentimentos ocultos Ocultos que vós chamais enganos, pesares Sou um trilho, trilho de desgostos Ocultos com tendência de trilhar, que faço? Só efundir lágrimas enxugáveis Lanço Meu Sentimento de onde nasce Nos remorsos eu me afecto Psicologicamente me ergo para viver Deixando a razão adpicar, o preço foi achar enganos Causando sofrimento a alma e o coração, Será porque acredito no destino? Jovem Sempre a frente

Covinhas

 Nas curvas doces que a face delineia, Um par de covas surge ao seu sorrir, Do encanto leve que o amor semeia, Faz-se o reflexo puro do existir. São como lagos onde a luz repousa, Espelhos de alegria e de ternura, No riso, a alma inteira se desposa, E em suas formas mora a paz mais pura. Quem vê tal graça sente o peito arder, Pois cada cova traz um universo, De mistérios que o tempo quer deter. E eu, que a olho, preso em verso imerso, Encontro nas covinhas o viver, Meu sonho doce em um sorriso inverso.