Em frias mãos, a lâmina da dor,
Cortaste os laços que nos uniam,
Mataste sonhos que em nós viviam,
E sepultaste o brilho do amor.
Os olhos teus, vazios de calor,
Foram juízes das mágoas que surgiam,
E entre palavras que me feriam,
Assassinaram todo o meu fervor.
Agora resta o eco de um adeus,
Um corpo mudo de emoções perdidas,
Na cova rasa dos sentidos meus.
Que crime é este, de almas abatidas,
Que mata, aos poucos, tudo o que é dos dois,
E deixa o nada a caminhar depois?
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