Nos salões dourados da falsa verdade,
Vestem togas que brilham com ambição,
Negociam justiça, vendem razão,
E traem os preceitos da equidade.
Por moedas de prata, enterram a idade
Da honra que outrora guiava a nação.
Transformam em lucro o sofrer do irmão,
Fazendo do direito uma vil vaidade.
Prostituem a lei, a moral desfeita,
Por favores ocultos, poder profano,
Enquanto a virtude sucumbe, desfeita.
Mas a balança, um dia, pesa o engano,
E a história revela, nua e suspeita,
O preço da máscara e do desumano.
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