No alto erguida, a fasquia reluz,
Medida justa do mais puro anseio,
Sustém promessas que o coração conduz,
E guarda o sonho em seu etéreo veio.
Nem todo amor alcança essa medida,
Pois pede entrega, alma a transbordar,
Um salto audaz na essência tão vivida,
E o medo à margem, sem nos limitar.
Mas quem ousar ao topo se elevar,
Sentirá nos braços o céu despido,
E o amor, na plenitude, a se doar.
Assim, na fasquia, o eterno é tecido,
Num voo sublime, longe de pesar,
Onde o amor é vasto, livre, infinito.
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