No frio silêncio das horas passadas,
Repousa o tempo, inerte e desnudado,
Sua pele são dias já desgastados,
Suas veias, memórias desfiadas.
O bisturi do olhar, em linhas caladas,
Explora o corpo do ontem enterrado,
E descobre, no rastro do tempo alado,
Os ecos de escolhas mal acabadas.
Cada segundo, um órgão que se perde,
Cada minuto, um suspiro esquecido,
Na ciranda da vida, tudo cede.
Mas, ao abrir o tempo em seu gemido,
Vê-se que a eternidade nunca é sede,
E o agora é o instante mais vivido.
Comentários
Enviar um comentário