Por terras de Moçambique, a dor caminha,
Nos campos feridos, outrora esperança,
Mas surgem homens de alma que avança,
Com armas de justiça e voz que alinha.
Não lutam por ouro, glória ou espinha,
Mas pelo canto suave da criança,
Por um chão sem guerra, onde se dança,
E a harmonia do povo se avizinha.
Mercenários da paz, seus corações,
São escudos contra a ira e a ruína,
Plantam futuro em meio às ilusões.
Que seus passos tragam à pátria divina
O fim dos tormentos, as reparações,
E o sonho que em silêncio se destina.
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