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Melancolias da Alma

 a sombra tênue onde a alma se esconde,

Mora o silêncio de um pranto calado,

Um eco triste que o peito responde,

Um sonho morto, no tempo apagado.


No olhar perdido, um véu de agonia,

Em cada suspiro, um peso maior.

A dor se molda na fria alquimia,

Transforma o instante em um dia sem cor.


E na penumbra da noite sombria,

A alma vagueia, buscando sentido,

Num mar de ausências, sem luz, sem poesia.


Mas há beleza no sofrer contido:

Na melancolia há sempre um alforje,

Que guarda a força que a dor nos forje.


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