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Moçambique


Choram os rios, calam-se os cantores,

A terra geme sob o peso cruel,

A crise fere sonhos promissores,

E cobre o povo em denso véu de fel.


O pão escasso, o preço que consome,

Rouba da mesa o riso e a esperança,

Enquanto a sede dos que têm o nome

Seca o futuro e rouba a confiança.


Mas mesmo em meio a tanta desventura,

O povo ergue o olhar, busca a razão,

Na força, encontra a sua arma pura.


Que a paz se plante em cada coração,

E que do caos nasça a melhor cultura:

De um Moçambique unido em oração.


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