No silêncio que o fogo deixa ao partir,
Repousam as brasas em leve fulgor,
Sussurrando histórias de calor e dor,
Do que foi chama e não pôde existir.
São corações que insistem em resistir,
Guardando na cinza o antigo ardor,
Centelhas perdidas, mas com vigor,
Prontas a renascer, a vida expandir.
Nas brasas, o tempo se torna prisão,
Um lapso entre o ontem e o amanhã,
Um eco do fogo em sua combustão.
E mesmo ao toque que a alma profana,
Elas guardam, em brando rubro clarão,
O poder de acender a luz humana.
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