Avançar para o conteúdo principal

Brasas

 No silêncio que o fogo deixa ao partir,

Repousam as brasas em leve fulgor,

Sussurrando histórias de calor e dor,

Do que foi chama e não pôde existir.


São corações que insistem em resistir,

Guardando na cinza o antigo ardor,

Centelhas perdidas, mas com vigor,

Prontas a renascer, a vida expandir.


Nas brasas, o tempo se torna prisão,

Um lapso entre o ontem e o amanhã,

Um eco do fogo em sua combustão.


E mesmo ao toque que a alma profana,

Elas guardam, em brando rubro clarão,

O poder de acender a luz humana.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sou Jovem

Sou um jovem a florescer de baixo para o alto Amando Jovens revoltos de horizontes mais largos Revigorando sentimentos ocultos Ocultos que vós chamais enganos, pesares Sou um trilho, trilho de desgostos Ocultos com tendência de trilhar, que faço? Só efundir lágrimas enxugáveis Lanço Meu Sentimento de onde nasce Nos remorsos eu me afecto Psicologicamente me ergo para viver Deixando a razão adpicar, o preço foi achar enganos Causando sofrimento a alma e o coração, Será porque acredito no destino? Jovem Sempre a frente

Covinhas

 Nas curvas doces que a face delineia, Um par de covas surge ao seu sorrir, Do encanto leve que o amor semeia, Faz-se o reflexo puro do existir. São como lagos onde a luz repousa, Espelhos de alegria e de ternura, No riso, a alma inteira se desposa, E em suas formas mora a paz mais pura. Quem vê tal graça sente o peito arder, Pois cada cova traz um universo, De mistérios que o tempo quer deter. E eu, que a olho, preso em verso imerso, Encontro nas covinhas o viver, Meu sonho doce em um sorriso inverso.