Do Estado, o bem, que é de todos nós,
Roubado na calada, em mãos ocultas,
Se esvai na corrupção de almas brutas,
E cala-se o povo, sem força ou voz.
As riquezas da pátria, em tristes foz,
Desaguam em bolsos de tramas astutas,
Enquanto a justiça, cega, reluta,
Permite que o poder seja algoz.
Esbulham do Estado a honra e o sentido,
Negando ao fraco o pão, o chão, a escola,
E à miséria condenam o esquecido.
Mas o tempo virá, em clara aurora,
Que os frutos da verdade darão abrigo,
E o grito da nação romperá a hora.
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