Na penumbra da nave, ela se esconde,
Dos sonhos vãos e da paixão perdida,
Seu coração, que outrora amor responde,
Agora busca a paz que Deus lhe vida.
Entre as folhas da Bíblia, sua mão,
Afaga versos como um doce abrigo,
Renuncia ao mundo e à ilusão,
E faz do altar o seu fiel amigo.
Mas a vida, astuta em sua peripécia,
Traz ecos do amor que deixou pra trás,
Sussurra em preces uma nova espécie.
De sentimento que, sereno, jaz.
Será que o mundo ainda lhe oferece
Um renascer de tudo o que desfaz?
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