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Gotas de prazer

 Sobejam alegrias do além 

Corações não guardam almas

Almas fervorosas de prazeres

Recantam injeção da inveja


Trespassam alegorias do presente

Ludibriando almas e corações sedentos

Vigora a fisionomia do tempo


Recantam injeção da soberba,

Luxúria alimenta o agora

Tropeçam na presença do tempo

Driblam as curvas da verdade


Verdade, se os corações guardassem

Corações são estradas minadas

Vergonha sobejada de prazeres

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Sou Jovem

Sou um jovem a florescer de baixo para o alto Amando Jovens revoltos de horizontes mais largos Revigorando sentimentos ocultos Ocultos que vós chamais enganos, pesares Sou um trilho, trilho de desgostos Ocultos com tendência de trilhar, que faço? Só efundir lágrimas enxugáveis Lanço Meu Sentimento de onde nasce Nos remorsos eu me afecto Psicologicamente me ergo para viver Deixando a razão adpicar, o preço foi achar enganos Causando sofrimento a alma e o coração, Será porque acredito no destino? Jovem Sempre a frente

Covinhas

 Nas curvas doces que a face delineia, Um par de covas surge ao seu sorrir, Do encanto leve que o amor semeia, Faz-se o reflexo puro do existir. São como lagos onde a luz repousa, Espelhos de alegria e de ternura, No riso, a alma inteira se desposa, E em suas formas mora a paz mais pura. Quem vê tal graça sente o peito arder, Pois cada cova traz um universo, De mistérios que o tempo quer deter. E eu, que a olho, preso em verso imerso, Encontro nas covinhas o viver, Meu sonho doce em um sorriso inverso.