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Vento na fumaça

 Orvalho moda os pés,

Lamacentos de tanto caminhar

Sob capim molhado descansam

Acompanham os algoritmos do desejo


Desejam viver o verde do orvalho

Que enxuga o choro dos pés

Enrugados de trilhar descalços 


Carregados de alegrias e tristezas

Entorpecem a mente de tanto ardor

Espiam a natura aguardando sonhos

Tricotam esperanças na mudança


Esboçam sorrisos envergonhados

Vento na fumaça feito vida 

Sem alicerces para viver 

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Sou Jovem

Sou um jovem a florescer de baixo para o alto Amando Jovens revoltos de horizontes mais largos Revigorando sentimentos ocultos Ocultos que vós chamais enganos, pesares Sou um trilho, trilho de desgostos Ocultos com tendência de trilhar, que faço? Só efundir lágrimas enxugáveis Lanço Meu Sentimento de onde nasce Nos remorsos eu me afecto Psicologicamente me ergo para viver Deixando a razão adpicar, o preço foi achar enganos Causando sofrimento a alma e o coração, Será porque acredito no destino? Jovem Sempre a frente

Covinhas

 Nas curvas doces que a face delineia, Um par de covas surge ao seu sorrir, Do encanto leve que o amor semeia, Faz-se o reflexo puro do existir. São como lagos onde a luz repousa, Espelhos de alegria e de ternura, No riso, a alma inteira se desposa, E em suas formas mora a paz mais pura. Quem vê tal graça sente o peito arder, Pois cada cova traz um universo, De mistérios que o tempo quer deter. E eu, que a olho, preso em verso imerso, Encontro nas covinhas o viver, Meu sonho doce em um sorriso inverso.