Orvalho moda dos pés,
Lamacentos de tanto caminhar
Sob capim molhado descansam
Acompanham os algoritmos do desejo
Desejam viver o verde do orvalho
Que enxuga o choro dos pés
Enrugados de trilhar descalços
Carregados de alegrias e tristezas
Entorpecem a mente de tanto ardor
Espiam a natura aguardando sonhos
Tricotam esperanças na mudança
Esboçam sorrisos envergonhados
Vento na fumaça feito vida
Sem alicerces para viver
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