Em teus olhares vi promessas vãs,
Sorrisos doces, gestos tão sutis,
Que em meu peito forjaram os afãs
De um sonho incerto, mas tão feliz.
Teus passos junto aos meus foram canção,
Que o tempo orquestrou com disfarçada dor.
Tateei, cego, na ilusão da mão,
Que nunca se estendeu ao meu amor.
De ti, apenas sombras me restaram,
Fragmentos que o silêncio sepultou,
Enquanto as dúvidas me devoraram.
Agora sei que o amor que se inventou,
Foi chama breve que os ventos apagaram,
E em seu vazio, só meu pranto ficou.
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