Do pó da terra ergueu-se a criação,
Nas mãos divinas, o sopro da verdade.
Viveu o homem, fruto da vontade,
Espelho vivo da eterna perfeição.
Porém, ao livre arbítrio foi chamado,
A senda clara, escura se tornou.
E no Jardim, o fruto o condenou,
O doce amor por erro profanado.
Deu-lhe Deus o destino inevitável:
A morte, sombra que a vida envolve e cala,
Um fim que aos olhos parece implacável.
Mas há na dor um canto que não fala:
Pois da mortalidade faz-se o impensável,
E o pó renasce, onde a graça se instala.
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